Findado mais um dia,ela havia de chegar em casa e,como sempre,trancar-se em seu quarto. Era aquele,o único lugar em que podia se sentir bem. E começou a escrever,pois as palavras eram o que dava sentido à sua vida. Mais uma vez,a melancolia tomava conta de seus textos. Passado um tempo,resolveu que sairia de seu quarto,e observaria as estrelas.
Saiu. É claro,sempre com seu caderno,que a acompanhava desde sempre,para onde quer que ela fosse. Então,botou o pé porta a fora e saiu à procura de estrelas,pois elas havia sido sua escolha para inspirá-la. Deitou-se na grama e começou a pensar. E logo sua irmã menor chegou e perguntou:
-Por que você só gosta do seu quarto,e nunca sai para ver as estrelas?
-Não tente me entender. E além do mais,estou aqui não estou?
-Está,mas...
-E estou vendo as estrelas,não estou?
-Está.
-Então,olhe logo ali em cima,aquele pontinho se mexendo. É um satélite fixo de informações espaciais. E aquele outro pontinho que está passando em milésimos de segundos,é uma estrela cadende.
A irmã menor ficou encantada.Também nunca havia prestado atenção para perceber estrelas diferentes.
-Irmã,como você sabe de tudo isso,se nunca sai do seu quarto.
-Você é que pensa. Posso não sair,mas vejo as estrelas todos os dias,ou melhor,sinto-as.
-Mas como?Você pode voar até o céu?
-Não.Mas as palavras me ajudam a acreditar que tudo o que eu escrevo,pode ser real.
E assim,as duas terminam um diálogo demorado,porém,de válidas informações. A pequena garotinha saiu feliz,pois sabia que apesar de nunca se lembrar dela,sua irmã sabe que ela existe. :)
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
{sem titulo}
Aborrecida, ela percebeu que nada podia fazê-la mudar de idéia. A não ser que algo inesperado acontecesse. Chegou em casa e se trancou dentro do quarto. Realmente, naquela hora ninguém poderia fazê-la mudar de opinião. E aquilo era apenas um vício. Tinha sede de vingança, e destruia tudo e todos, não matando ou quebrando, mas falando. Gritava à quem quisesse ouvir, que era infeliz, e desistira de mudar de vida. Nada era bom. O mundo era apenas uma bola sem sentido, e ela achava que deveria terminar-se. Muito tempo pensou. E decidiu, enfim, o seu destino. Mas era um destino trágico. À sua mãe, pediu uma caixa de veneno, disse que era para matar as baratas que haviam invadido seu quarto. A mãe deu. E ela saiu. E trancou-se dentro do único lugar que ainda lhe restava para ficar um pouco só, longe de tudo e todos. Despediu se da vida, e, ligeiramente engoliu o veneno que tinha em suas mãos. Adormeceu eternamente.
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