domingo, 11 de janeiro de 2009

{sem titulo}

Aborrecida, ela percebeu que nada podia fazê-la mudar de idéia. A não ser que algo inesperado acontecesse. Chegou em casa e se trancou dentro do quarto. Realmente, naquela hora ninguém poderia fazê-la mudar de opinião. E aquilo era apenas um vício. Tinha sede de vingança, e destruia tudo e todos, não matando ou quebrando, mas falando. Gritava à quem quisesse ouvir, que era infeliz, e desistira de mudar de vida. Nada era bom. O mundo era apenas uma bola sem sentido, e ela achava que deveria terminar-se. Muito tempo pensou. E decidiu, enfim, o seu destino. Mas era um destino trágico. À sua mãe, pediu uma caixa de veneno, disse que era para matar as baratas que haviam invadido seu quarto. A mãe deu. E ela saiu. E trancou-se dentro do único lugar que ainda lhe restava para ficar um pouco só, longe de tudo e todos. Despediu se da vida, e, ligeiramente engoliu o veneno que tinha em suas mãos. Adormeceu eternamente.

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